quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Enternecedora

O carnaval é conhecido como a época do ano em que a libido humana extrapola os limites até de pessoas que são totalmente introspectivas, mas que se aventuram a vivenciar experiências jamais exteriorizadas em outra situação ou época do ano. 
Na ultima sexta feira antes do carnaval, estava eu de plantão no motel, quando chegou um casal de jovens na terceira idade. Os 'vetustos' chegaram tímidos, porém decididos a entrar e solicitaram um quarto com "banheira de espumas", achei tão romântico que sorri.
Enquanto eu fazia o fichamento do quarto onde os alocaria, ela começou a puxar assunto, perguntando se as pessoas realmente chegavam ao motel à tarde para "fazer", claro que não fiquei me fazendo de desentendida e respondi naturalmente para ela. Que sim, as pessoas frequentam o nosso estabelecimento em horários diversos para namorar e "fazer aquilo". Nós duas rimos, enquanto o cavalheiro permanecia comedido.
Enfim, os encaminhei para o quarto com hidro, do jeito que desejavam. Mais ou menos uns quarenta minutos depois, o senhor abriu a porta do quarto e começou a chamar por ajuda. Eu subi e o encontrei parado à porta do mesmo jeito que chegou: totalmente vestido. Ele pediu para que eu entrasse no quarto e ajudasse a sua 'dona' a se levantar e sair da banheira, porque havia muita espuma e estava escorregadio, ele não conseguia ajudá-la a se levantar e, temendo uma queda, achou melhor pedir ajuda. Assim, eu a ajudei, ela estava de roupas íntimas, bem ao estilo das minhas tias mais velhas. Então ela, sorrindo, disse que tinha realizado um antigo sonho, o de mergulhar em meio a tanta espuma numa banheira de água morna. Eles pagaram o período no motel apenas para tomar um banho numa banheira de espuma. Como canta a Nossa Senhora de Sampa:

Que tal nós dois

Numa banheira de espuma

El cuerpo caliente,

Um dolce far-niente

Sem culpa nenhuma...

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

UMA CARROÇA NO DRIVE-IN

As tardes frias são as tardes em que os quartos mais sofisticados são os mais concorridos. Mas, amar é para todos, homens e mulheres, ricos ou pobres, feios e bonitos, todos têm o direito ao amor, pois, o amor é feito de liberdade. Alias, quando se fala em ricos e pobres, as coisas beiram à bizarrice. Já atendi a casais querendo entrar de limusine num drive-in, mas, diante da impossibilidade, de fazer o motorista esperar ali, eles resolveram ir para outro lugar, digamos, mais adequado. Mas, ontem foi bizarro mesmo. O extremo oposto aconteceu. Um rapaz chega de carroça e parou no meio do pátio com uma linda morena a bordo e me perguntou o valor da hora em uma suíte simples. Respondo a toda à interpelação corretamente e, meio embasbacada, quando ele pede uma suíte com garagem. Pergunto meio desconcertada:
     - Mas onde o senhor vai deixar a carroça? 
     - Na garagem, por quê? Responde ele tranquilamente.
Eu rapidamente, com toda educação do mundo:
    - Senhor, não posso deixar o senhor se hospedar com a carroça aqui!
O tumulto estava formado. O tempo fechou no pátio do motel. A moça disse que iria processar o motel por preconceito... Imagine um cavalo no drive-in?

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Ele Não Aguenta Nem Chorando O Que Ela Aguenta Rindo

Todo prédio deveria ter paredes com isolamento acústico, principalmente motéis. Um fato ocorrido numa noite comum com amantes comuns... Mas, uma conversa não muito comum vazou pelas paredes... Há um tempo, eu estava na portaria do motel e uma mulher interfonou para a recepção e disse:
- Moça, por gentileza, você teria uma prótese de uns quatorze centímetros pra você mandar pra gente?
Eu respondi:
- Tem sim. Só aguarde um momento, por gentileza.
E fui levar. Quando retornei à portaria, o interfone chamava do mesmo quarto, atendi como de praxe, e a mulher disse:
- Moça, aqui; essa prótese num dá pra nada não! Você teria uma maior?
Eu respondi:
- Tem sim, senhora. Tem uma de vinte e um centímetros. A senhora já abriu essa aí, porque não aceitamos devolução com embalagem rompida.
- Não. Não abrimos essa “coisinha” ainda não.
- Ok. Vou aí efetuar a troca.
Subi as escadas levando uma prótese de vinte e um centímetros, com escroto e vibro. Logo depois que efetuei a troca e estava voltando pelo corredor, ouvi o homem falando com a mulher daquela prótese:- Você é muito folgada. Vinte e um centímetros porque não é em você, é pra mim. Você é muito folgada...- Uai, meu amor. Se eu for fazer as coisas, vou fazer direito e bem feito, porque se fosse pra mim, quatorze não daria...
- Então, vem cá que vou te dar os vinte e um!
- Não! Nada disso, quem está querendo é você. Você me fez pedir, então vou usar em você.
Arregalei os olhos e desci em passos rápidos imaginando que eu estava atendendo aos caprichos de uma mulher, mas estava enganada, eram os caprichos de um homem. Pensei: "Ele não aguenta nem chorando o que ela aguenta rindo!!"


quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Socorro! Polícia!!

Algumas vezes a gente lê as piadas prontas pela internet e, rí pra caramba e depois fica pensando no "troço". Com certeza, vocês, mulheres brasileiras à moda de Nelson Rodrigues, já viram aquela frase que diz que "...Se você não está namorando fica tranquilo, talvez o seu ainda não nasceu". Pois é, veja essa estória:
Fonte da Imagem: https://www.pensador.com
Uma senhora de aproximadamente 70 anos (talvez mais) chegou no motel, por volta de onze horas da noite, acompanhada de um jovem bonitão e saradão de pouco mais de vinte anos (no máximo 25). Chegaram de mãos dadas, ele todo romântico, ela se derretendo, um casal muito feliz pelo encontro ofertado pelo destino. decidiram por um pernoite. Pegaram a chave de uma suite  temática, pediram pra levar umas bebidas, e subiram. Por volta de três da manhã, o rapaz apareceu na portaria para ir embora, sozinho, deixando a senhora no quarto. Ele dizia que iria trabalhar e que tinha que ir em casa pegar alguma coisa... quando a mulher começa a gritar no quarto desesperada, mas, com a voz embargada pela decepção: 
- Socorro! Me pegou, me usou, me roubou. Polícia!!! Pena que não tem como colocar o áudio da voz da senhora aqui no blog para vocês sentirem o drama...

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Espertinho, não?!?

Às vezes, a gente não acredita que uma estória possa superar outra, de tão ridículo que é, mas, vem alguém e faz uma besteira tão grande que supera a expectativa da gente. Recentemente, dois jovens pediram um quarto, parecia ser a primeira vez dos dois em um motel. Ambos aparentando estar saindo da adolescência. Jovens bonitos e eloquentes, classe média. Chegaram, apresentaram os documentos comprovando terem mais de dezoito anos e tal, e solicitaram um pernoite... Indicado um quarto simples, como o rapaz solicitou, entraram e deixaram as chaves do lado de fora da porta. A camareira chamou-os com jeito e avisou-os do esquecimento. Não fizeram barulhos, não pediram nada para comer ou beber, um casalzinho bem comum. 
Pela manhã eles desceram, ela, obviamente, com os cabelos molhados e ele com cara de muito feliz, abriu a carteira com gosto. Então a camareira interfona na recepção pedindo para solicitar aos jovens que aguardassem, fui chamada pela arrumadeira que me explicou o que estava acontecendo. Desci à recepção e chamei o rapaz em particular para dizer que o frigobar estava completamente vazio, ele olhou-me com olhos arregalados de evidente espanto, como criança que é surpreendida aprontando travessuras. Pedi para que esvaziasse a sua mochila. Ele tentou explicar, em meio ao embaraço, que pensou que tudo fazia parte do valor do pernoite... Muito inocente ou espertinho??

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

SUPER HERÓI – Hum

Às vezes o período da tarde transcorre naquele marasmo. Os ruídos de sempre, alguns gemidos conhecidos, outros inéditos, mas, nada fora do normal. Até mesmo pedidos de socorro são bem normais.
Normais, “pero no mucho". Nessa tarde em especial, uma mulher começou a gritar por socorro, nenhum dos serviçais deu atenção, mas os pedidos foram gradativamente aumento de volume e intensidade de desespero. Então uma das camareiras resolveu ir até à porta e perguntar se precisava de alguma coisa, a resposta foi num tom angustiante; uma voz sôfrega de mulher que pedia ajuda.


Então fomos prestar o auxílio pedido. O problema é que, esse motel não possui chaves reservas dos quartos para esse tipo de situação e foi preciso arrombar a porta, nos deparamos com a mulher nua, algemada ao pole dance, semblante de real desespero, maquilagem borrada pelas lágrimas e um constrangimento palpável pelo ar. A recepcionista, sempre proativa, correu para cobrir a nudez da jovem aventureira com o lençol fustigado da cama. E eu perguntei pelo companheiro dela, ela disse com pouca voz que o homem havia ido ao banheiro se sentindo mal e fomos procurar por ele. Ele estava caído na hidro, desmaiado, vestido de Super Man. 

Ligamos para a emergência. Os socorristas olharam a circunstância e, acostumados a situações do tipo, fizeram piadas com a cena, dizendo que as camareiras haviam colocado criptonita naquele quarto e mataram o super-homem. Naquele momento, não achamos apropriado rir e apenas nos entreolhamos. A Polícia chegou. Os socorristas fizeram o trabalho que deveria ser feito e
levaram casal para a Unidade de Pronto Atendimento. Após a saída da ambulância, um dos policiais olhou para o carro virando a esquina e, fazendo uso de uma letra de musica, fez gracejo dizendo: "Foge! foge, Mulher-Maravilha!". Aí não nos contivemos e todos nós começamos a rir compulsivamente da situação. Coitado do casal de super heróis!

domingo, 7 de janeiro de 2018

Três mulheres ou uma?

Noite quente com chuva atrai histórias, e essa é uma das histórias ocorridas em noite assim. Não havia muito movimento, nada de excepcional até por vota das duas e meia da manhã. Aí chegou um carro muito chique, com um casal, nada de anormal. Mas, o cara ficava dizendo que realmente ele era muito gostoso, que queria um quarto bom porque "elas" mereciam o melhor... Elas? Eu achei curioso, mas, não posso ser indelicada na portaria. O cara estava muito bêbado e acreditando que estava com três mulheres dentro do carro, quando na verdade, ele estava acompanhado de uma só mulher! Quando acabou o efeito do álcool, ele se decepcionou e foi embora deixando as "três" mulheres no quarto...